
Bia
Távora





















Beatriz Távora (Fortaleza, 1977) vive e trabalha em São Paulo. Sua prática explora a memória, o corpo e os vínculos afetivos, por meio de intervenções em tecidos, tais como rasgos, suturas, bordados e camadas, que buscam criar uma experiência sensível no encontro com o espectador.
Seu processo é intuitivo e guiado por uma escuta silenciosa, onde o gesto se torna linguagem e o silêncio, matéria. Ao longo de sua pesquisa, desenvolveu uma mitologia pessoal que atravessa sua obra: anzóis, cabeças e redemoinhos surgem como símbolos recorrentes, cada um carregando significados próprios.
Mais do que representar, seu trabalho busca evocar estados de presença. Os tecidos tornam-se pele, portadores de memória e emoção. Cada peça é uma tentativa de costurar mundos: o visível e o latente, o que foi vivido e o que foi imaginado.
O que toca no ateliê enquanto pinto, costuro e bordo — uma playlist viva, que muda com o trabalho.